O Ãndice de candidatos reprovados durante as provas de retirada de habilitaçăo junto ao DETRAN (Departamento Nacional de Trânsito) tem aumentado nos últimos dias. Para mudar essa situaçăo, o órgăo deverá utilizar uma resoluçăo baixada pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) com o objetivo de deixar os candidatos mais preparados.
De acordo com o Conselho Nacional, o número de horas/aulas que antes eram 35, passará a serem executadas em 45 horas para os cursos teóricos, já as aulas práticas de direçăo văo pular de 15 para 20 como formas de buscar uma melhor qualificaçăo dos candidatos durante a realizaçăo das provas tanto teórica quanto prática.
Recentemente, o Ãndice de reprovaçăo chegou ao patamar de 40%. Segundo o coronel Furtado, diretor do DETRAN, boa parte dos candidatos que participam das provas do órgăo, estăo tendo que pagar re-teste, carro de auto-escola devido a reprovaçăo.
BOLSO
Mesmo buscando o aprimoramento dos candidatos a motorista no estado, que possui um dos piores trânsitos do paÃs, tais mudanças podem acabar sendo recebidas com surpresa pelos que desejam ter a CNH, principalmente os que văo tirar pela primeira vez. O aumento de horas será obrigatório nos cursos de formaçăo, o que equivale a dizer que quem deseja tirar a carteira nas categorias A ou B (carro e moto), por exemplo, cujo preço médio de mercado é de R$ 650, terá que pagar R$ 800.
A partir de 1ÅŸ de janeiro, a medida do CONTRAN vai valer em todo paÃs. Pela lógica, seria necessário que os candidatos entrassem com pedido de processo na primeira habilitaçăo junto ao DETRAN até ontem, quando o órgăo realizou seu último trabalho do ano. Devido ao recesso de final de ano, os órgăos estaduais entrarăo a partir de segunda-feira (22) até o dia 5 de janeiro, quando voltarăo a funcionar novamente.
DEFESA
Na linha de defesa, existem auto-escolas que dizem que os examinadores do DETRAN, na sua maioria funcionários de outras secretarias que acabam reprovando os candidatos por falta de interpretaçăo junto ŕs regras que săo utilizadas para avaliar os candidatos. Eles alegam que um dos motivos que faz com que um candidato a primeira habilitaçăo reprovar seja o despreparo dos examinadores.